Voltar ao Portal APUB
APUB10 de fevereiro de 2020

Servidor Público não é parasita

A semana que começa ainda está sob o impacto da declaração abjeta do irresponsável ministro da Economia que, escravo do rentismo do sistema financeiro e transbordando ignorância, resolveu recorrer aos métodos do seu chefe, o presidente da República, para atribuir apelido pejorativo aos servidores públicos. Em eventos para os seus admiradores, na Fundação Getúlio Vargas,

APUB SindicatoPublicado em 10 de fevereiro de 2020
Servidor Público não é parasita

A semana que começa ainda está sob o impacto da declaração abjeta do irresponsável ministro da Economia que, escravo do rentismo do sistema financeiro e transbordando ignorância, resolveu recorrer aos métodos do seu chefe, o presidente da República, para atribuir apelido pejorativo aos servidores públicos.

Em eventos para os seus admiradores, na Fundação Getúlio Vargas, o tal posto Ipiranga resolveu que não basta destruir o serviço público, serviço destinado ao público, que paga impostos e, portanto, banca a farra de tão desqualificado grupo que ora destrói o país, pela fala do ministro resta claro ser necessário destruir, sobretudo, os servidores públicos.

A fala do ministro dos banqueiros se soma a outras manifestações igualmente irresponsáveis de representantes do governo contra os servidores públicos e, por isso mesmo é repudiada veementemente pelo PROIFES-Federação. Embora no último ano o estado brasileiro tenha revelado sinais evidentes de doença, os verdadeiros parasitas que o infectam foram introduzidos pelo atual governo.

É notório o esforço da gestão federal para matar a já frágil democracia brasileira. Os sintomas de debilidade da paciente se agravam diariamente. Do discurso nazista proferido pelo ex-secretário nacional da cultura, Roberto Alvim, com a chancela do governo, ao ataque feito pelo posto Ipiranga aos servidores públicos não temos um intervalo de 30 dias, porém é lapso temporal suficiente para a tentativa de destruição do Enem por parte do desqualificado ministro da Educação; ataques diários feitos pelo presidente da República à imprensa livre e a liberação de mineração em terras indígenas, dentre outros absurdos.

Barrar o projeto de destruição em curso é um desafio imposto a todas e a todos que entendem ser a democracia o maior ativo do país, condição para a conquista e preservação de direitos a uma vida digna. O PROIFES-Federação conclama todas as servidoras e todos os servidores públicos, em todos os níveis, sobretudo as professoras e os professores das instituições federais de ensino superior, a se somarem à greve geral em defesa da democracia e da educação pública, que acontecerá no dia 18 de março. Às ruas!

Fonte: PROIFES-Federação

Compartilhe

Compartilhe esta notícia

Link da publicação
Carregando endereço...
Fale com a APUB