Voltar ao Portal APUB
APUB06 de setembro de 2022

Por que as universidades públicas são pilares da defesa da Democracia

Elas foram fundamentais na redemocratização do país, tanto no movimento de docentes quanto estudantil. Não é por acaso que é o centro dos ataques de Bolsonaro Historicamente, as universidades ocupam um lugar estratégico na garantia dos direitos democráticos. Tanto que, em todo projeto autoritário que o país atravessou, as universidades foram os principais alvos. Ao

APUB SindicatoPublicado em 06 de setembro de 2022
Por que as universidades públicas são pilares da defesa da Democracia

Elas foram fundamentais na redemocratização do país, tanto no movimento de docentes quanto estudantil. Não é por acaso que é o centro dos ataques de Bolsonaro

Historicamente, as universidades ocupam um lugar estratégico na garantia dos direitos democráticos. Tanto que, em todo projeto autoritário que o país atravessou, as universidades foram os principais alvos. Ao longo dos anos de chumbo no Brasil, por exemplo, o regime ditatorial centrou fogo em prender, perseguir e torturar professores e lideranças estudantis.

Hoje, os resquícios do período da ditadura voltaram a ecoar nas universidades públicas. Atualmente, das 54 universidades federais do país, 37 realizaram consultas paritárias para reitor, nas quais cada categoria vale 1/3 do peso eleitoral. Contudo, algumas instituições mantêm as estruturas de poder autoritárias herdadas do regime autoritário, inclusive resguardando regimentos disciplinares e estatutos da época.

Via de regra, o avanço do autoritarismo sobre a universidade pública acontece, fundamentalmente, por dois fatores:

Primeiro, porque professores, técnicos e estudantes das universidades públicas no Brasil formam uma trincheira de resistência a qualquer tipo de autoritarismo.

Segundo, porque nessas instituições o pensamento crítico é estimulado. E qualquer projeto autoritário precisa sufocar as críticas e as reflexões sobre a realidade.

Portanto, atacar as universidades públicas significa atuar em duas frentes: a curto prazo, sufocar as manifestações e as diversas formas de organização de luta e resistência; e, a médio e longo prazo, é a condenação de gerações ao obscurecimento intelectual, cultural, social e político, que inviabiliza a compreensão de mundo e, consequentemente, o questionamento sobre como ele funciona.

Os esforços do governo Bolsonaro em atacar a universidade pública vão exatamente nesse sentido. Os cortes que acumulam quase R$ 100 bilhões nos últimos anos, em áreas como educação e ciência e tecnologia, representam o projeto estratégico do bolsonarismo de minar as bases da Democracia no país.

Os ataques verbais, financeiros e profundamente ideológicos de Bolsonaro também visam inviabilizar e desacreditar a universidade pública junto à sociedade, criando as condições para que o negacionismo, o anticientificismo e o autoritarismo ganhem espaço. No entanto, apesar desses esforços, as universidades públicas seguem firmes no compromisso histórico de defender a Democracia, a liberdade e um país mais justo para todos e todas. As universidades públicas irão, mais uma vez, cumprir o dever histórico de estar na trincheira contra intenções golpistas e contra o autoritarismo.

Fonte: APUB

Compartilhe

Compartilhe esta notícia

Link da publicação
Carregando endereço...
Fale com a APUB