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Mobilização27 de junho de 2017

MANIFESTO APUB SINDICATO : Greve Geral dia 30 de junho

A APUB, alinhada com o conjunto das centrais sindicais e os movimentos populares da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, convoca as/os docentes a participarem das mobilizações e da GREVE GERAL do dia 30 de junho de 2017, única saída diante do agravamento da crise do governo ilegítimo Michel Temer (PMDB). Em Assembleia Geral do dia

APUB SindicatoPublicado em 27 de junho de 2017
MANIFESTO APUB SINDICATO : Greve Geral dia 30 de junho

A APUBalinhada com o conjunto das centrais sindicais e os movimentos populares da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, convoca as/os docentes a participarem das mobilizações e da GREVE GERAL do dia 30 de junho de 2017, única saída diante do agravamento da crise do governo ilegítimo Michel Temer (PMDB).  Em Assembleia Geral do dia 21/06, docentes deliberaram por unificar ações com estudantes, técnico-administrativos e trabalhadores terceirizados da UFBA em defesa dos direitos sociaiscontra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada, contra o desmonte da democracia, pelo ForaTemer e pelas Eleições Diretas Já!

O que está no horizonte deste governo é o desmonte do serviço público, as privatizações e a mercantilização dos direitos. É preciso reunir forças para informar e debater na Universidade e com a sociedade em geral o que está acontecendo no país frente a atuação partidarizada das supremas cortes do Judiciário, frente ao bombardeio da mídia golpista, a intervenção do parlamento corrupto para aprovar Medidas, Emendas e Projetos de Lei que estão provocando uma regressão social sem precedentes. Os ataques são em várias frentes e atingem a soberania do Brasil, por exemplo:

·         Entrega do pré-sal, cujos royalties seriam destinados para a educação, aos interesses estrangeiros;

·         Congelamento por 20 anos dos investimentos em políticas públicas no país, o que inviabilizará por completo o cumprimento das diretrizes e metas do Plano Nacional de Educação, incluindo a mais conhecida delas: a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para a Educação;

·         Suspensão de programas e políticas de acesso que afetam a garantia constitucional de universalização da educação básica e expansão da educação superior.

·         A reforma do ensino médio, medida arbitrária via medida provisória, sem discussão com educadores e entidades do campo educacional, e que torna essa etapa da educação básica ainda mais excludente, rebaixando a formação e visando o desmanche e à privatização da escola pública;

·         Aprovação da terceirização irrestrita, inclusive para atividades-fim;

·         Criminalização do magistério, a partir do movimento Escola Sem Partido e suas propostas de implementação de leis da mordaça em todo o país;

·         Precarização nas relações de trabalho e ampliação da degradação das condições de trabalho, rebaixamento salarial, perda de direitos sociais, além do grave prejuízo à qualidade do ensino e ao projeto pedagógico das instituições;

·         Restrições orçamentárias que estrangulam as atividades fins da Universidade; tentativa de implementação do ensino pago; precarização do trabalho docente; fim de concursos públicos; ameaça de fechamento dos Institutos Federais; perda da autonomia financeira, de gestão, patrimonial científica e didático-pedagógica da Universidade pública.

·         Aparelhamento do Conselho Nacional de Educação (CNE), pela ingerência e recomposição à revelia do Fórum Nacional de Educação (FNE);

Vivemos uma das maiores crises de caráter político, econômico, institucional, ideológico, que ataca a frágil Democracia brasileira e instalou um verdadeiro Estado de Exceção, que está descaracterizando e atingido, inclusive, a natureza da Universidade pública.

A UFBA não pode continuar num “cotidiano de normalidade” na situação de grave excepcionalidade que vive o país. Somos responsáveis pela produção do conhecimento científico, pela formação de novas gerações de diversos profissionais, pela gestão do patrimônio público, pelo diálogo com a sociedade e não podemos nos calar. Estão ameaçadas a nossa existência, a existência da própria universidade e os direitos conquistados pela classe trabalhadora.

Por tudo isso, convocamos toda a categoria para a Greve Geral do dia 30 de junho e à participação dos atos de rua, às 6h em frente ao Shopping da Bahia e às 15h, no Campo Grande, em Salvador.

Somente a forte mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras definirá os rumos do país.

UNIDADE e LUTA contra Reformas Trabalhista e da Previdência!

Em Defesa da Educação Pública e da Democracia.

Nenhum direito a menos!

Eleições Diretas Já!

Fora Temer!

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