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APUB31 de outubro de 2017

Governo publica MP que ataca os servidores públicos federais

Em edição extra publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 31 de outubro, o presidente Michel Temer sancionou a Medida Provisória 805, que entra em vigor a partir de hoje e atinge os servidores públicos federais com a postergação ou cancelamento dos aumentos remuneratórios, com vista à desestruturação das carreiras pretendida pelo governo.

APUB SindicatoPublicado em 31 de outubro de 2017
Governo publica MP que ataca os servidores públicos federais

 

Em edição extra publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 31 de outubro, o presidente Michel Temer sancionou a Medida Provisória 805, que entra em vigor a partir de hoje e atinge os servidores públicos federais com a postergação ou cancelamento dos aumentos remuneratórios, com vista à desestruturação das carreiras pretendida pelo governo. No caso dos docentes do Magistério Federal, as duas parcelas restantes da reestruturação de carreira – fruto da proposição e luta do Proifes-Federação e acordada pela entidade com o governo em 2015 – não terão continuidade em 2018, sendo postergadas para agosto de 2019 e de 2020.

A medida altera também a alíquota da contribuição social do servidor com Regime Geral de Previdência Social, que passa de 11% para 14% sobre a parcela de contribuição que supere o teto do INSS, hoje fixado em R$ 5.531,31. O aumento da contribuição social terá efeitos a partir de 1º de fevereiro de 2018.

A Apub Sindicato repudia a decisão do governo Temer, que tem realizado ações coordenadas buscando a destruição do serviço público no país para dar espaço às privatizações e mercantilização dos direitos sociais. Manteremos as articulações e mobilizações necessárias para derrubar esta Medida Provisória, assim como as demais ações e propostas deste governo, como a EC 95, o contingenciamento e cortes para Ciência e Tecnologia, o Plano de Demissão Voluntária e o PLS 116/2017 sobre o fim da estabilidade dos servidores públicos.

Reafirmamos a disposição na luta em defesa da categoria docente, defendendo a reestruturação das carreiras, a valorização do trabalho dos professores e professoras e os direitos conquistados, assim como da Universidade Pública de qualidade e autônoma.

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