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Carreira03 de abril de 2019

Governo publica decreto que endurece regras para concursos e abre portas à terceirização

O governo Bolsonaro publicou na última sexta-feira, 29, no Diário Oficial da União o Decreto 9.739 de 2019, que endurece as regras para abertura de concursos públicos e amplia a possibilidade de terceirização dos serviços públicos. O Decreto dentre outras medidas, estabelece normas para regular os concursos públicos no âmbito do Poder Executivo federal, que caberá

APUB SindicatoPublicado em 03 de abril de 2019
Governo publica decreto que endurece regras para concursos e abre portas à terceirização

O governo Bolsonaro publicou na última sexta-feira, 29, no Diário Oficial da União o Decreto 9.739 de 2019, que endurece as regras para abertura de concursos públicos e amplia a possibilidade de terceirização dos serviços públicos.

O Decreto dentre outras medidas, estabelece normas para regular os concursos públicos no âmbito do Poder Executivo federal, que caberá ao Ministério da Economia autorizar a realização. Pelo texto publicado, os pedidos de autorização devem ser protocolados pelos órgãos públicos neste ministério até 31 de maio, para que sejam compatibilizados com a Lei Orçamentária Anual do exercício do ano seguinte.

Os pedidos para novos concursos deverão atender a uma série de requisitos, elencados no artigo 6 do Decreto, que pode ser lido na íntegra AQUI.

Já o artigo 27, em seu segundo parágrafo, determina que: “Independente de autorização do Ministério de Estado da Economia o  provimento de cargo de docente e a contratação de professor substituto em instituições federais de ensino, observa o limite autorizado para o quadro docente de cada uma e a necessidade de informar previamente o órgão central do SIPEC, conforme ato conjunto dos Ministros de Estado da Economia e da Educação”.

Sobre este aspecto, o presidente do PROIFES-Federação, Nilton Brandão (SINDIEDUTEC-Sindicato) afirmou: “o novo decreto de Bolsonaro mostra a sintonia com o Governo Temer e a nova ordem de sustentação do golpe promovido em 2016. Temer já havia autorizado a terceirização no setor público (Decreto 9.507/18), ação referendada pelo STF ao definir que é lícita a terceirização em todo as as etapas do processo produtivo, inclusive nas atividades fins”.

Este decrete, acrescenta Brandão, “representa mais uma contradição do governo Bolsonaro, na medida em que centraliza o processo de contratação. Ao mesmo tempo, terceirizar significa afrouxar os controles e abrir espaço para corrupção. Além disso, terceirizar significa remunerar menos o trabalhador e precarizar serviços. Precarizar serviços significa gerar descontentamento, situação que serve como uma luva para o projeto de privatização do Estado em curso no Brasil.”

Fonte: PROIFES-Federação

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