Voltar ao Portal APUB
APUB29 de julho de 2024

“Eu não sou da geração que aprendeu a gritar e vaiar colega e estudante”

Professora Uilma Rodrigues Amazonas Gestão: 1999 – 2000 Por que a Apub precisa continuar a ser um sindicato autônomo, independente e de base? A Apub precisa continuar sendo autônoma e um sindicato de base pelo legado que ela construiu durante esses mais de 20 anos, ou quase 30, eu fui presidente da Apub, no ano

APUB SindicatoPublicado em 29 de julho de 2024
“Eu não sou da geração que aprendeu a gritar e vaiar colega e estudante”

Professora Uilma Rodrigues Amazonas

Gestão: 1999 – 2000 

Por que a Apub precisa continuar a ser um sindicato autônomo, independente e de base?

A Apub precisa continuar sendo autônoma e um sindicato de base pelo legado que ela construiu durante esses mais de 20 anos, ou quase 30, eu fui presidente da Apub, no ano de 2000. E esse legado é dos professores, essa é uma conquista dos professores. E esses professores são ativos e aposentados. Então, esse legado dessa autonomia, a gente hoje tem uma estrutura como a sede da Apub porque o sindicato teve essa autonomia para conseguir isso. A gente tem essa autonomia financeira porque a gente decidiu ser um sindicato de base.

Existe um acervo artístico e cultural que foi doado pelos professores da UFBA. São 30 autores dessas obras que doaram suas obras para a sede Apub. Isso pertence a esse legado da Apub como sindicato de base. Então, isso é nosso e não de uma instituição nacional como a ANDES, por exemplo, que passa a ter exatamente o domínio sobre esse nosso acervo. E os professores, quando doaram essas obras, eles não doaram a uma entidade nacional. Eles doaram a sede do seu sindicato, da Apub.

Por que a APUB deve continuar filiada ao PROIFES? 

Eu acho que devemos continuar filiado ao Proifes, não tenho a menor dúvida. Porque é uma federação que nos dá liberdade, é uma federação que não se impõe, cada unidade da base do Proifes tem independência, tem liberdade, tem suas próprias políticas e isso nos dá uma identidade com o nosso professor, com os nossos associados, que a gente não tem em outro modelo de sindicato.

Qual você considera ser o principal  legado da sua gestão? 

Na minha gestão tivemos oposição, mas a gente não entrou em confronto. A gente tinha uma convivência, eu diria, de oposição, de respeito às ideias diversas, ao contraditório. A gente convivia sem as agressões atuais, por exemplo. Então eu acho que esse foi um legado que a gente foi construindo também e foi aprendendo a conviver com a diferença. Eu não sou da geração que aprendeu a gritar e vaiar colega e estudante. Isso é novo. Estou vendo isso agora. Mas nesses 30 anos de experiência como docente da UFBA, eu nunca vi isso. É a primeira vez que eu estou vendo professor vaiar estudante que está pedindo aula, vaiar professor que está dizendo que não quer greve. A gente sempre respeitou o pensamento diverso.

Compartilhe

Compartilhe esta notícia

Link da publicação
Carregando endereço...