Voltar ao Portal APUB
APUB10 de setembro de 2019

Em Seminário Internacional, PROIFES participa de Observatório Sindical de Direitos Humanos

Em participação no Seminário de criação da Rede de Monitoramento e Denúncia de Violações de Direitos no Setor da Educação na América Latina, da Internacional da Educação – América Latina (IEAL), ocorrido nos dias 05 e 06 de setembro, o PROIFES-Federação, representado pela vice-presidenta Luciene Fernandes e pelo advogado Túlio Tayano, discutiu estratégias para articulação

APUB SindicatoPublicado em 10 de setembro de 2019
Em Seminário Internacional, PROIFES participa de Observatório Sindical de Direitos Humanos

Em participação no Seminário de criação da Rede de Monitoramento e Denúncia de Violações de Direitos no Setor da Educação na América Latina, da Internacional da Educação – América Latina (IEAL), ocorrido nos dias 05 e 06 de setembro, o PROIFES-Federação, representado pela vice-presidenta Luciene Fernandes e pelo advogado Túlio Tayano, discutiu estratégias para articulação internacional na apresentação de denúncias de violação de Direitos Humanos e liberdade sindical, especialmente no setor da educação.

Na mesa “Procedimentos para a apresentação de denúncias e organização em rede”, a advogada Ana Maria Amado, da Escola Nacional Sindical da Colômbia, sugeriu à Internacional da Educação realizar um processo de monitoramento das violações da liberdade sindical na América latina – um Observatório – a partir de uma experiência local da Colômbia, onde existem registros desde 1983, das violações à liberdade e integridade das organizações sindicais e seus membros. Ela destacou que este monitoramento é uma ferramenta importante, pois permitiria uma maior capacidade de incidência social e política no enfrentamento a essas questões.

Para tanto, seriam necessárias ações no sentido de promover o intercâmbio de experiencias de cada país, a formação de pessoal, a criação de um sistema de informação e acompanhamento dos dados, além de um exercício de memória para o fortalecimento do movimento sindical, buscando, inclusive mecanismos de reparação para entidades vítimas de violações.

Após a mesa de abertura, que abordou a importância da construção de uma rede jurídica internacional pelos direitos e liberdade dos/as profissionais da educação, ocorreram momentos de exposição sobre o funcionamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Sistema Interamericano de Direitos Humanos e como garantir a aplicação de suas regras.

Sistema Internacional da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

A apresentação foi conduzida pelo advogado Jorge Humberto Valero e por Eduardo Rodríguez, represente da OIT nos países andinos. Valero abordou as origens históricas e os antecedentes da Organização, que foi fundada em 1919, apontando suas principais normas internacionais para o trabalho e o seu caráter tripartite, que considera a participação de trabalhadores, empregadores e dos Estados. Hoje vinculada à ONU, a OIT tem como principal atribuição a discussão e aplicação de normas, na perspectiva da paz e do respeito à pessoa humana. Já Eduardo Rodríguez falou sobre o sistema de regulamentação e controle da OIT como forma de contribuir para a justiça social. Rodríguez detalhou os procedimentos que governam as ações da OIT e as ações que as organizações de trabalhadores podem ativar para exigir respeito por seus direitos na organização internacional. Na Plenária que se seguiu à apresentação, Rodríguez apontou a necessidade de garantir a liberdade sindical e explicou os procedimentos para que os sindicatos façam denúncias à OIT e possam inclusive solicitar apoio político ou jurídico. “A rede deve criar um canal de comunicação com a OIT; podemos fazer missão de contatos, solicitar assistência técnica, etc. Podemos fazer pressão política. Todas as correntes sindicais podem participar. Podemos trazer assuntos jurídicos, econômicos e políticos, no sentido até de garantir a democracia”, disse.

Sistema Interamericano de Direitos Humanos

O Sistema Interamericano de Direitos Humanos foi apresentado pela advogada Maria Paula Lemus, do Coletivo de Advogados “José Alvear Restrepo”. Ela forneceu explicações a respeito do processo para levar casos à Corte Interamericana de Direitos Humanos, quando existem violações concretas por parte dos Estados, e as principais decisões desta instituição sobre os direitos sindicais.  Apontou como vantagens no acionamento do Sistema a realização de audiências temáticas regionais, nas quais seria possível dialogar a respeito das questões referentes ao direito de associação e ameaças ao setor sindical.

Veja vídeo com depoimentos dos participantes do Seminário da IEAL:

Fonte: Ascom APUB-Sindicato

Compartilhe

Compartilhe esta notícia

Link da publicação
Carregando endereço...
Fale com a APUB