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APUB07 de novembro de 2017

Centrais preparam atos conjuntos para Dia Nacional de Paralisação em 10 de novembro

As centrais sindicais finalizam os preparativos para o chamado Dia Nacional de Paralisação, marcado para 10 de novembro, próxima sexta-feira, véspera da entrada em vigor da Lei 13.467, de “reforma” da legislação trabalhista. A ação, chamada pela CUT e demais centrais sindicais, tem como norte o protesto contra a retirada de direitos trabalhistas promovida pelo

APUB SindicatoPublicado em 07 de novembro de 2017
Centrais preparam atos conjuntos para Dia Nacional de Paralisação em 10 de novembro

As centrais sindicais finalizam os preparativos para o chamado Dia Nacional de Paralisação, marcado para 10 de novembro, próxima sexta-feira, véspera da entrada em vigor da Lei 13.467, de “reforma” da legislação trabalhista. A ação, chamada pela CUT e demais centrais sindicais, tem como norte o protesto contra a retirada de direitos trabalhistas promovida pelo governo de Michel Temer.

O PROIFES-Federação indica aos seus sindicatos federados a participação no dia 10 contra os desmontes e ataques ao serviço público. “Cada sindicato deve promover atos, atividades e paralisações conformes suas próprias decisões. O importante é que os sindicatos pautem a luta contra a reforma trabalhista, da previdêencia, e contra a Medida Provisória 805/2017, que é mais um dos ataques deste governo aos servidores e servidoras federais”, afirmou o presidente do PROIFES-Federação, Eduardo Rolim  (ADUFRGS-Sindical).

Segundo Rolim, cada sindicato deve promover atos, atividades e paralisações na data, conforme suas próprias decisões e possibilidades. As manifestações ocorrerão durante o dia inteiro em todo o país. Em São Paulo, para marcar a data haverá uma manifestação chamada de Grande Marcha da Classe Trabalhadora em Defesa dos Direitos, da Soberania e da Democracia, com concentração às 09h, na Praça da Sé, no centro de São Paulo, e caminhada até a Avenida Paulista

Segundo o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, o foco é a retirada de direitos trabalhistas feita pelo governo Temer. “Esse governo sem votos, reprovado por quase 90% da população, está provocando um retrocesso no país sem precedentes. A aprovou uma reforma trabalhista nefasta que, além de destruir a CLT e conquistas de décadas, compromete o futuro de toda uma nação.”

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, ao mesmo tempo em que as centrais irão questionar as mudanças na legislação trabalhista, o dia 10 “é um preparo para enfrentar a proposta de reforma da Previdência que vem sendo ventilada”. Apesar de parada no Congresso e das dificuldades para destravar a tramitação, os sindicalistas acreditam que o governo não desistirá de aprovar a proposta de emenda.

O ato também servirá para valorizar o papel dos sindicatos nas negociações coletivas, ainda mais com as mudanças causadas pela 13.467. “Os sindicatos estão conseguindo ultrapassar os limites determinados pela lei”, diz Juruna, referindo-se a acordos já fechados e que preservaram as cláusulas sociais.

Com informações CUT

 

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