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Mobilização23 de fevereiro de 2022

Assembleia da Apub aprova as contas do sindicato e adere à luta salarial unificada de servidores

No dia 22 de fevereiro, a Apub realizou duas Assembleias Gerais, sendo a primeira para aprovação das contas da entidade de 2020 e 2021 e a segunda para discussão sobre a luta salarial, pauta de reivindicações e mobilização. Após a aprovação unanime dos pareceres contábeis elaborados pelo Conselho Fiscal (composto pelas professoras da UFBA, Uilma

APUB SindicatoPublicado em 23 de fevereiro de 2022
Assembleia da Apub aprova as contas do sindicato e adere à luta salarial unificada de servidores

No dia 22 de fevereiro, a Apub realizou duas Assembleias Gerais, sendo a primeira para aprovação das contas da entidade de 2020 e 2021 e a segunda para discussão sobre a luta salarial, pauta de reivindicações e mobilização.

Após a aprovação unanime dos pareceres contábeis elaborados pelo Conselho Fiscal (composto pelas professoras da UFBA, Uilma Amazonas, Silvia Lúcia Ferreira e Leopoldina Cachoeira) do sindicato, o presidente Emanuel Lins introduziu o tema da luta salarial dos servidores, falando sobre as articulações das três esferas – municipal, estadual e federal – em torno da reposição das perdas salariais acumuladas durante os três anos do governo Bolsonaro. Em razão da inflação e carestia, inclusive com a alta dos preços de alimentos e outros itens básicos, as entidades de servidores chegaram ao índice comum de 19,99% como pauta de reivindicação unificada para garantir a recomposição.

O professor também apresentou a pauta de reivindicações protocolada pelo PROIFES-Federação, em 26 de janeiro, no Ministério da Economia e no Ministério da Educação. O documento contém 15 pontos que incluem desde questões salariais (reposição e reajuste), voltadas para as professoras e professores do Magistério Superior (MS) e do Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), até outras relativas à autonomia universitária, recomposição do orçamento da Educação e da Ciência e Tecnologia e Política de Assistência Estudantil.

A ação unificada de servidores, implementada após expirar a Lei Complementar 173 que proibiu reajuste de servidores até dezembro de 2021, busca garantir mais força para pressionar o governo, inimigo do serviço público, diante de um tempo exíguo para negociação. Caso não ocorra até abril, a próxima possibilidade de reposição salarial será somente em 2024, já que um governo não pode deixar reajuste pendente para o primeiro ano do mandato seguinte.

Após o debate entre docentes sobre a pauta e os métodos de mobilização, foi aprovado o estado de mobilização permanente durante o mês de luta das mulheres, com adesão ao índice de 19,99% sem prejuízo de lutar por recompor a totalidade das perdas salariais; e a construção de atividades previstas para os próximos dia 08 e 16, organizadas pelo conjunto das entidades nacionais e centrais sindicais.

A assembleia aprovou também a adesão à organização de Comitês Populares – iniciativa definida pela CUT e movimentos sociais – permanentes e plurais na universidade, nos locais de trabalho e nos territórios, os quais terão como princípios a defesa dos direitos, Educação, Democracia e da vida, assim como a luta contra a cultura do ódio e o fascismo.

Os presentes definiram outras questões para discussão da Apub com a categoria, que são: a pauta de reivindicações do PROIFES-Federação (com exceção dos itens 1 e 15); a defesa do retorno presencial gradativo e com garantias de segurança sanitária contra covid-19; desburocratização dos processos de promoção e progressão na carreira docente para evitar perdas financeiras; a luta contra a intervenção federal nas Universidades, principalmente na nomeação de reitorias, e contra o fim da lista tríplice; e a luta pela manutenção das Universidades e Institutos Federais na gestão da aposentadoria dos seus servidores.

Por fim, a AG definiu a manifestação política a respeito dos seguintes pontos:

1. Contra o desmonte e a censura do INEP;

2. Contra o desmonte da EMBRAPA;

3. Contra o desmonte do Sistema de Pós-Graduação e Pesquisa com o desmonte do CAPES e CNPQ;

4. Contra a prisão da diretoria de sindicalistas do setor rodoviário e a criminalização da luta sindical;

5. Contra o “Pacote do Veneno” aprovado na Câmara de Deputados;

6. Contra a destruição da lei de cotas raciais.

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