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APUB14 de novembro de 2019

Apub participa de debate sobre projeto de organizações sociais para as escolas públicas

Na manhã de hoje (14), a professora Marta Lícia de Jesus, diretora da Apub, participou, na Faculdade de Educação da UFBA, do debate “Ensino público e o projeto das organizações sociais”, em face a Portaria 770 do governo do estado da Bahia, que propõe a implantação de organizações sociais para administração das escolas públicas. “A

APUB SindicatoPublicado em 14 de novembro de 2019
Apub participa de debate sobre projeto de organizações sociais para as escolas públicas

Na manhã de hoje (14), a professora Marta Lícia de Jesus, diretora da Apub, participou, na Faculdade de Educação da UFBA, do debate “Ensino público e o projeto das organizações sociais”, em face a Portaria 770 do governo do estado da Bahia, que propõe a implantação de organizações sociais para administração das escolas públicas.

“A gestão administrativa, pedagógica, financeira e de pessoal não podem ser separadas. Essa questão é central e inegociável: a gestão e o projeto político pedagógico são da escola e sua comunidade”, refletiu Marta ao abordar o avanço dos projetos de privatização da educação não apenas no estado da Bahia, mas no Brasil e América Latina. Além dela, os outros debatedores apontaram como a gestão escolar é parte de sustentação do Projeto Político Pedagógico, que deve ser construído pelos profissionais e comunidade, estreitando a relação comunitária e aproximando o projeto da realidade local. Como síntese do debate, entende-se que a terceirização cria mais um muro que afasta a comunidade escolar e seu entorno da possibilidade de participação e decisão sobre os rumos da unidade.

Para ela, a velha argumentação de inoperância, lentidão e dificuldades dos profissionais da educação em gerir as escolas é utilizada para tentar justificar a retenção dos recursos e a implantação de organizações sociais no sistema público. Assim funcionou também na área da saúde, explicou, e hoje, tentam transplantar o modelo como solução externa para os problemas.

Segundo ela, os movimentos sociais e sindicatos tem o papel de defender os fundos públicos, a gestão democrática, defender a valorização profissional das trabalhadoras/es em educação. “Não somos contra apenas por ser. Nós dissecamos e discutimos esses projetos e precisamos registrar o perigo que é abrir mão da nossa autonomia”, apontando ainda que a luta contra esta portaria se assemelha com a também atual luta contra o Future-se.

Participaram também do debate o professor Rodrigo Pereira (FACED/UFBA), José Ricardo Monteiro Nascimento, coordenador do Fórum de Dirigentes Escolares, o professor da rede básica, Walter Takemoto, as professoras da FACED, Andrea Beatriz Hack e Alessandra Assis do Forúm Estadual da Educação (FEE-BA). A coordenação da mesa foi da professora Marize Carvalho.

As contribuições partiram do lugar de cada debatedor e debatedora, mas foram unânimes na crítica à Portaria 770 como parte de um projeto que está sendo colocado em prática pelo governo federal de desmonte do Estado e dos direitos.

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